Rivotril
O rivotril é eficaz para o controle da Fobia Social, do Distúrbio do Pânico, das formas de ansiedade genaralizadas e para ajudar a controlar os sintomas de ansiedade normais decorrentes de situações extremas da vida de qualquer um.


Quinta-feira, Setembro 13, 2007

"Você também me lembra a alvorada
Quando chega iluminando..."


E hoje eu acordei sorrindo, lembrando que já havia acordado de manhã (quase madrugada) quando você abriu a porta já de banho tomado e sorriu para minha preguiça. Arredou a cama debaixo, vestiu-se na mesma ordem e foi tomar café. Voltou e disse alguma coisa do pão, não lembro bem. Ficou feliz por eu não conseguir abrir os olhos e veio me dar o aconchego final.

Acordei e lembrei de ontem, que não foi nada diferente de todos os dias. A mesma graça de sempre ao escovar os dentes ritmados, os dois travesseiros incompatíveis com minha cama de solteiro, o copo d’água em cima da cômoda.

Apagaram-se as luzes, em alguns instantes, você estaria dormindo e eu querendo falar só mais um pouquinho. Como se não soubéssemos que sempre há alguma coisa por fazer, que nos fará levantar, despertar e atrapalhará nossa troca de calor que já estava quase em equilíbrio.

Agora sim. Você fecha os olhos, abre os braços, coloca minha cabeça no seu peito e dorme sorrindo. Eu, imóvel, fico ali, até a hora do sono chegar. Viro pro lado e sonho. Sonho com você sempre ao meu lado.

Te amo.

posted by Natalia Real Pereira | 11:09 AM


Quarta-feira, Setembro 12, 2007

Não tô acreditandô!

Pára tudo! Eis que de repente, não mais que de repente, eu resolvo dar uma passada no meu fotolog (sempre nada bombante). Chegando lá avisto comentários de alguém que teria adicionado meu blog. Pensei: "Nossa que tudo, ao contrário do meu extinto Rivotril que nunca deu ibope, A Diaba já tá ficando pop. Lêdo engano.
Quando já não estava entendo mais nada, resolvo dar uma passadinha neste abandonado sítio. Qual não foi minha surpresa, haviam doze comentários no meu último post, marca inédita na história dos meus blogs.
Foi então que lembrei que no comentário deixado no meu fotolog tinha uma história de Blogs of Note. Cheguei na página do Blogger e fiquei emocionada ao ver Rivotrex lá!

Até tirei foto:


Sempre esperei por esse momento de glória! Mas suspeito que esse tal de Blogs of Notes seja uma farsa. Então, por pior que seja seu blog... não perca as esperanças!
Beijos fãs... rs!!

posted by Natalia Real Pereira | 11:33 AM


Segunda-feira, Junho 25, 2007

Desabafo

Ultimamente, tenho assistido a centenas e dezenas de filmes, o que faz eu querer ser algumas personagens muito incompatíveis com minha personalidade.
Ao assistir "Jules et Jim" quis ser Jeanne Morreau. Mas ser Katherine é tão utópico pra mim, quanto cumprir meus projetos semanais de estudo. Katherine é livre. Katherine se impõe perante o amor, perante os homens. Aparentemente, não tem medo, pois, assim como Alice Ayres (Natalie Portmann em "Closer"), é sempre ela quem deixa o amor.
Eu não. Sou completamente o oposto dessas mulheres que eu queria ser. Teimo, e como teimo, em fazer todos os homens com os quais eu relaciono acharem que são os monarcas absolutos do meu Império. Criei vários Déspotas que se julgam muito esclarecidos em relação aos meus sentimentos e intenções para com eles.
E quando dou por mim, me pego esperando um decidir se quer me namorar e o contato semanal do outro para uma sessão pipoca (sempre dominical). (Antes fosse Sônia Braga em "Dona Flor e seus dois maridos").
Paro. Ouço trechos de "Socorro" de Arnaldo Antunes. E vejo. Vejo que tenho um coração que ultimamente não bate, só apanha.
Mando todo mundo pra merda.
"Se você não sabe o que quer da vida, cada um com seus problemas. Eu não quero mais. ENTENDEU? n-ã-o q-u-e-r-o m-a-i-s!" (a pessoa cai no choro, tamanha perplexidade).
"Chega o domingo e vem você... vá convidar a vovozinha pra missa das 19h!!!" (recuso o convite pela segunda vez consecutiva).

Com muito medo, mas livre tipo Katherine!

posted by Natalia Real Pereira | 1:05 AM


Segunda-feira, Maio 07, 2007

AMOR QUE FICA

by Xico Sá


É namoro ou amizade? Rolo, cacho, ensaio de amor, romance ou pura clandestinidade?

¿Qualé, Mané?!¿, indaga a nobre gazela. E o homem do tempo nem chove nem molha. Só no mormaço, só na leseira das nuvens esparsas.

No tempo do amor líquido, para lembrar o título do ótimo livro de Zygmunt Bauman sobre a fragilidade dos encontros amorosos, é difícil saber quando é namoro ou apenas um lero-lero, vida noves fora zero...

Cada vez mais raro o pedido formal de enlace, aquele velho clássico: ¿Você me aceita em namoro¿?

Suspense, velho Alfred!

O amor e as suas malasartes.

O amor será sempre dirigido por Hitchcock.

¿Quer namorar comigo?¿

No tempo do ¿ficar¿, quase nada fica, nem o amor daquela rima antiga.

Alguns sinais, porém, continuam valendo e dizem muito. O ato das mãozinhas dadas no cinema, por exemplo, ainda é o maior dos indícios.

Mais do que um bouquet de flores, mais do que uma carta ou um email de intenções, mais do que uma cantada nervosa, mais do que o restaurante japonês, mais do que um amasso no carro, mais do que um beijo com jeito, daqueles que tiram o gloss e a força dos membros inferiores.

Mais até do que um jantar à luz de velas, que pode guardar apenas um desejo de sexo dos dons Juans que jogam o jogo jogado e marketeiro.

O cinema, além da maior diversão, como diziam os cartazes de Severiano Ribeiro, é a maior bandeira.

Nada mais simbólico e romântico.

Os dedos dos dois se encontrando no fundo do saco das últimas pipocas...

Não carecem uma só palavra, ainda não têm assuntos de sobra.

Salve o silêncio no cinema, que evita revelações e precoces besteiras.

Ah, os silêncios iniciais, que acabam voltando depois, mas voltando sem graça, surdo e mudo, eterno retorno de Jedi. Nada mais os unia do que o silêncio, escreveu mais ou menos assim, com mais talento, claro, Murilo Mendes, outro monstro entre os nossos líricos.

Palavras, palavras,palavras...

Silêncio, Silêncio, silêncio...

Dessas duas argamassas fatais o amor é feito e o amor é desfeito. Simples como sístole e diástole de um coração que ainda bate.

posted by Natalia Real Pereira | 11:02 PM


Terça-feira, Abril 17, 2007

Atitude



Hoje acordei uma pessoa de atitude.
Cansada de chorar por toda injustiça e atrocidade mundana, resolvi agir. Ok, convenhamos, não foi uma grande ação, mas você aposentar o conforto do seu carro para enfrentar uma lotação tem seu mérito, não? E a partir de agora, essa será minha rotina. Rotina de pessoa engajada nas causas ambientais (por enquanto). Decidi que a buniteza só sairá da garagem para tratar de assuntos de extrema relevância e aos fins de semana.
Também fui ao shopping, e na onda do consumo responsável, percebi que todos os itens da minha lista eram supérfulos. Voltei de mãos abanando. Mas me achando!

Praticamente uma ativista. Não se surpreenda ao me ver pelada na frente do Papa no Jornal Nacional!

Eldorado dos Carajás

E há onze anos, dezenove pessoas foram mortas e sessenta e nove mutiladas no massacre dos Carajás.
O processo ainda está longe de ser concluído e apenas duas pessoas estão presas.

"Em um país que se pretende democrático, não cabe uma justiça de classe: atenta e prestativa às camadas ricas da população; míope para ver o direito dos pobres; e surda para os seus clamores.
Muitas cartas indignadas chegam às redações dos jornais reclamando da selvageria dos sem-terra quando eles ocupam edifícios do Incra, fecham estradas, depredam postos de pedágio, ocupam terras.
Os que assim reclamam -se não são interessados ou hipócritas- deviam atentar para o óbvio: todos esses atos não passam de gestos destinados a chamar a atenção da sociedade para o drama dos sem-terra.
Afinal, o que querem as pessoas investidas no poder do Estado brasileiro? Uma nova Colômbia?"


SAMPAIO; P.A. COMPARATO, F.K. e SILVA, J.A.

posted by Natalia Real Pereira | 3:02 PM


Segunda-feira, Abril 16, 2007

O grande anestesista

FERNANDO DE BARROS E SILVA

SÃO PAULO - O mensalão emancipou Lula do PT. Ainda havia em 2002 a ilusão de que o partido pudesse ser o vetor de intervenções menos cosméticas na desigualdade brasileira. O primeiro mandato logo tratou de dissipar essa fantasia. Perdida a bandeira da transformação, sobrava ao petismo recém-convertido o vago discurso da decência na conduta das coisas públicas. Também foi pelos ares. Delúbio e sua quadrilha fizeram da legenda uma piada de salão.
Como quem se livra de um fardo, o lulismo ganhou fôlego e foi ao céu. O presidente hoje ri à toa. Seu prestígio popular não tem paralelos -talvez Getúlio, mas o país era outro. Lula saboreia o auge do poder, mais tranquilis do que nunca.
Essas coisas, diz o clichê, são como as nuvens, mas não há no horizonte sinal de que mesmo uma CPI do Apagão possa fazer estrago que lembre o provocado pela crise dos mensaleiros. De onde vem essa sensação de que não há política no país, de que nada relevante acontece?
Na condução da economia, o continuísmo dá as cartas. E Lula aprendeu a lição -está bem adaptado ao sistema político conservador. É uma espécie de imperador do centrão fisiológico. Trata o PMDB a pão-de-ló, distribui brioches ao PR e ao PTB, reserva pão e água ao PT, que tem cargos, mas quase nenhum prestígio junto ao rei.
A oposição late, mas nunca esteve tão desdentada. Aquela que ainda poderia morder, prefere assoprar, ou seguir o vento. Serra e Aécio esperam 2008 para medir forças e definir estratégias de confronto. Lula, por ora, é um aliado. E, fora de 2010, deixa de ser uma ameaça. O fim virtual da reeleição os une ainda mais.
Pressão dos movimentos sociais? Onde? Lula os neutralizou, com alguma verba e muito gogó. Esvaziado, o MST ficou rouco. Afora isso, a demanda social organizada vai sendo seqüestrada pelas ONGs, hoje o melhor atalho para se arrancar recursos do Estado. Nem os sinais diários de selvageria e anomia social parecem ameaçar a inércia do país sob Lula 2º. Ele é o anestesista-geral dos conflitos brasileiros.

Folha de S. Paulo 16/04/2007

E temos mais três anos pela frente...
Depois vem Aécio...
é mole?

posted by Natalia Real Pereira | 6:48 PM


Quarta-feira, Abril 11, 2007

Eu



[...] Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou.

(Florbela Espanca)

posted by Natalia Real Pereira | 12:32 AM


Segunda-feira, Abril 09, 2007



"Bate outra vez, com esperança o meu coração
Pois já vai terminando o verão, enfim..."

posted by Natalia Real Pereira | 2:13 AM


Terça-feira, Abril 03, 2007

Ex-namorado é como irmão, você pode entendê-lo como a pior das criaturas, mas ele continua ganhando em qualquer comparação.

... e assim vão meus dias. Nesses dois meses ainda não me acostumei com sua ausência. Aprendi que posso viver sem você. Sim, e como posso! O problema é me convencer de que realmente quero viver sem você... que isso é melhor pra mim.
Por outro lado, só a maneira com a qual você encara nossa separação já irrita minha terceira geração. Ver o quanto você ainda me ama e pensar que eu poderia passar o resto da vida achando o contrário. Que no futuro ao te encontrar por acaso na praça JK com seu filho andando na sua bicicleta de infância - e a minha num triciclo motorizado - eu te amaria e te odiaria o mesmo tanto que hoje. Porque quando finda nossa relação esse era o meu futuro: minha filha andando na minha cecizinha, com você ao meu lado e eu tendo razão ao teimar que se tira uma rodinha de cada vez, não as duas. Mas graças a Deus isso não acontecerá. (No caso, Deus sou eu). Porque no meio da construção da minha nova vida tive um surto psicótico (novidade!) e, como minha máxima é agir duas vezes antes de pensar, eu te procurei. E te achei na sua distinta covardia, o seu maior defeito. Te odiei por me amar.
Mais reticências* nas nossa vidas.
Hoje, sigo pensando que sou uma pessoa melhor quando estou ao seu lado. E mesmo não vivendo um filme hollywoodiano, tampouco europeu, eu era feliz com nosso cinema nacional.

*Reticências s. f. Omissão daquilo que se devia ou podia dizer; silêncio voluntário.

posted by Natalia Real Pereira | 10:18 PM

Adiamento
Álvaro de Campos

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjetividade objetiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico...
Esta espécie de alma...
Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-rne para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o rnundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...

Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de domingo divertia-rne toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espetáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.
Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã...

O porvir...
Sim, o porvir...

Na vitrola: Daniela Mercury
"Tenho a vida doida
Encabeço o mundo
Sou ariano torto
Vivo de amor profundo
Sou perecível ao tempo
Vivo por um segundo"

posted by Natalia Real Pereira | 12:07 AM


Terça-feira, Março 13, 2007



"Feliz é o destino da inocente vestal!
Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecida.
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças!
Toda prece é ouvida, toda graça se alcança."


Alexander Pope

posted by Natalia Real Pereira | 12:38 PM


Segunda-feira, Março 12, 2007

Eu quero ser enganada
Por Tati Bernardi

Todo mundo sabe que Acarajé com Vatapá vai terminar em dor de barriga no dia seguinte. Mas imagine só se o dono do restaurante avisasse: tudo bem, senhorita, mas coma sabendo que você vai acordar se cagando toda às três da manhã e, por causa do calor e ar seco, vai acabar também desidratada e vomitando bile. Você se aventuraria a ter os melhores trinta minutos do seu verão comendo tais iguarias?
Dificilmente.


Só quis colocar esse trecho.
Tirem suas próprias conclusões!


Na vitrola: Beck
"Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime..."

posted by Natalia Real Pereira | 12:20 PM


Sexta-feira, Março 09, 2007

Viva a Palhoça-ça-ça!



É redundante falar que a política nacional é uma putaria, mas o Rio de Janeiro consegue ofender (com força) a população.
A cidade que quer ser sede de uma Olímpiada, não tem capacidade nem de fazer um orçamento detalhado de uma obra de sua responsabilidade.
Numa atitude de completa irresponsabilidade, almejando se tornar sede dos jogos Pan Americanos, apresenta um documento incabido, com dados infundados para aprovação do governo federal. E não é somente aprovação do congresso. É para aprovação de gente do ministério do planejamento que trabalha duro pra ver se aquela proposta condiz com o orçamento do país. Sem grandes dificuldades o projeto é aprovado.
Chega 2007, para nossa graaaaande surpresa, as obras estão completamente atrasadas e falta recurso. Falta recurso? Não. Simplesmente, falta 6,84 vezes o montante do projeto. Como? Como pode acontecer isso em uma obra dessa grandeza?

Ou é uma prova de que o Rio não tem a menor capacidade administrativa de gerenciar um evento como o Pan. Imagine uma Olimpíada! Ou o estado virou uma terra sem lei, em que prevalece a lei do mínimo esforço para ações de superfaturamento e corrupção. Os políticos não se dão nem ao trabalho de sutilmente disfarçar seus atos ilícitos.
Prefiro ficar com a primeira opção.

Na vitrola: Caetano Veloso - Tropicália
"Viva a bossa-ssa-ssa
Viva a palhoça-ça-ça-ça-çá!"

posted by Natalia Real Pereira | 8:43 AM


Quinta-feira, Março 08, 2007

Operadoras de Celular



Gostaria de deixar meu agradecimento à TIM Brasil por me encher tanto o saco essa semana, tirando de mim toda e qualquer expectativa inerente ao sutil som de uma mensagem recebida!
E foi com esse descaso que fui até meu arcaico aparelho, constatar que tem gente "querosa" no pedaço!
Gente da boa e que em nada se relaciona com o post abaixo!

Na vitrola: Eles... César Menotti e Fabiano
"Eu vou fazer um leilão
Quem dá mais pelo meu coração
Me ajude voltar a viveeer..."

posted by Natalia Real Pereira | 12:19 AM


Terça-feira, Março 06, 2007

A merda no ventilador e o chão de carpete

O pior é a mulher que nasce pra ser burra, mas insiste em ser topeira a vida toda. Pior que isso, só a esperança. Esperança na humanidade; esperança no ser humano; esperança que um dia ele vai perceber que você é a melhor pessoa do mundo, declarar todo amor de suas gerações e ser feliz para sempre.
Ai que ódio! Torço pela morte de qualquer uma das partes, sem remorso.
É desesperador ver que sua carta na manga é um quatro de espadas. Você blefa, mas o grande conhecedor da sua personalidade pede pra ver. Não tem como sair correndo igual uma louca, engolir a carta ou qualquer outra atitude 13 anos. Você mostra que tudo que tem é um quatro de espadas e um coração em pedaços. Ele nem ri. Acho que fica com pena. Sai na ponta dos pés, deixando toda aquela merda pra você limpar. Parede, carpete e sofá... fora o cheiro, que por dias...



Na vitrola: Fiona Apple

"Don't you plead me your case, don't bother to explain
Don't even show me your face, 'cause it's a crying shame
Just go back to the rock from under which you came
Take the sorrow you gave and all the stakes you claim
And don't forget the blame"

posted by Natalia Real Pereira | 12:07 AM
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